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Gigante americana quer arte mineira

De mercados tradicionais já conquistados na Europa, o artesanato brasileiro abraça nova oportunidade no valorizado comércio de produtos de decoração e utilitários dos Estados Unidos e do Canadá. Uma missão de compradores da rede norte-americana T.J. MAXX, um império de 3 mil lojas de departamento, desembarca em Belo Horizonte no dia 30 para selecionar peças da típica arte popular de Minas Gerais. As encomendas poderão chegar a US$ 3 milhões. Trabalhos feitos no Piauí e em Santa Catarina também vão se candidatar às exportações ao magazine, dono das marcas Home Goods, Home Sense, T.K. MAXX e Winners.
Unidade do grupo na Califórnia: boa clientela para produtos de decoração e utilitários feitos à mão

As negociações começaram em meados do ano passado e representam a maior remessa de exportações já vista pelos artesãos de Minas, por meio do Instituto Centro Cape, braço do Mãos de Minas, maior central de cooperativas de artesãos do estado. O orçamento definido pela T.J. MAXX equivale a 75% da estimativa de US$ 4 milhões em vendas externas do artesanato mineiro neste ano, informa Tânia Machado, presidente do Centro Cape e superintendente da Associação Brasileira de Exportação do Artesanato (Abexa).

A rede americana quer o artesanato tradicional do Vale do Jequitinhonha, quadros em madeira e metal, galinhas de cabaça, vasilhames em cabaça e pedra-sabão, entre artigos decorativos e utilitários produzidos na Região Central do estado. Do Piauí, concorrem peças de cerâmica e de Santa Catarina, luminárias em fibra e metal. O grupo reúne oito profissionais da área de compras da T.J. MAXX, comandados pela vice-presidente da rede, Swati Grayson. Depois da visita a um showroom dos produtos de 60 artesãos mineiros na sede da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), a missão segue em 1º de novembro para Ouro Preto e em seguida visita núcleos de produtores em Bichinho, distrito de Prados, próximo a Tiradentes.

A remessa deverá ser embarcada em fevereiro de 2013. “O negócio da exportação abre as portas para os artesãos. Ao cumprir os contratos, eles têm de se profissionalizar, melhorar a performance das vendas, os custos, embalagem e o processo de montagem”, afirma Tânia Machado. Ao todo, a rede T.J. MAXX informou ter interesse em destinar US$ 10 milhões às compras do artesanato brasileiro. A presidente do Instituto Centro Cape observa que o magazine busca peças decorativas e utilitárias com as cores vibrantes típicas do artesanato do Brasil.

No distrito de Santa Rita de Ouro Preto, o artesão Clemente Fernandes da Silva Neto contabiliza a rentável experiência da exportação de peças em pedra-sabão, negócio que pretende ampliar. “A América do Norte é um mercado que valoriza os nossos produtos, principalmente o Canadá”, afirma. A empresa dele, que emprega 12 pessoas e mantém uma loja em Ouro Preto, vende esculturas, porta-joias, cachepôs e utilitários esculpidos na pedra tradicional da região.

Fonte: Estado de Minas