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ARTE POPULAR É UMA IMPORTANTE FONTE DE RENDA E ÍCONE DA CULTURA MINEIRA

Belo Horizonte (03/06) - Além da famosa hospitalidade e o sucesso de nossa gastronomia, o visitante que vier para a Copa do Mundo vai encontrar, pelo menos, uma peça do artesanato típico por onde passar. Fortemente influenciado pelas tradições dos colonizadores portugueses, somada aos costumes indígenas e africanos, o artesanato mineiro é hoje mundialmente conhecido pela produção de seus artesãos. O segmento é também uma importante fonte de renda de comunidades.

Cerâmica, ferro, madeira, couro, linhas e tecidos são transformados em peças de decoração e obras de arte. A capital Belo Horizonte é a principal vitrine para o comércio e exposição desses objetos. A origem das peças que circulam nos centros de comércio é bem diversificada. O artesanato, que se caracteriza por fazer parte de uma longa tradição, vem, em sua maioria, do interior de Minas ou de municípios próximos da região metropolitana.

Localizado no centro de Belo Horizonte, o Centro de Artesanato Mineiro (Ceart) expõe e comercializa artesanato há mais de 40 anos. Considerado o maior centro de produção, formação e difusão cultural de Minas Gerais e um dos maiores da América Latina, o espaço, nas palavras do arquiteto e artista plástico Gringo Cardia, “é um dos mais incríveis de arte popular porque tem uma curadoria especial com peças selecionadas. Sem dúvida, a arte popular em Minas Gerais é uma das mais ricas do Brasil. Este lugar é mais que uma loja, é uma galeria de arte”.

Na capital, o maior espaço de comercialização de artesanato é a Feira Hippie, que acontece aos domingos há mais de 43 anos. A feira conta com cerca de 2.500 expositores, entre os quais estão também vendedores de produtos manufaturados.

Fora do circuito comercial, o Centro de Arte Popular Cemig abriga obras da cultura mineira. Integrante do Circuito Cultural da Praça da Liberdade, o centro é um espaço de divulgação e apreciação da arte popular de Minas Gerais. O acervo do museu conta com obras de mestres do artesanato, como Geraldo Teles de Oliveira, o GTO, um dos mais importantes escultores mineiros, e de dona Izabel Mendes da Cunha, ganhadora do prêmio UNESCO de artesanato por suas famosas bonecas de barro do Vale do Jequitinhonha. A visita é gratuita.

O interior de Minas exibe riqueza e diversidade do artesanato mineiro. No Sul de Minas, por exemplo, em Maria da Fé, a fibra da bananeira se transforma em tapetes, cortinas e jogos americanos. Em Muzambinho, o principal destaque é a tecelagem. Lá, fios de fibras naturais são tingidos e convertidos em almofadas, mantas e xales.

Na Zona da Mata, destaca-se Juiz de Fora com um artesanato mais contemporâneo. Objetos para casa e escritório são feitos de chapas e perfis de alumínio

No Campo das Vertentes, que abrange as cidades de Tiradentes, São João Del Rei, Prados, Resende Costa, Coronel Xavier Chaves e Lagoa Dourada, é tarefa difícil destacar algum artesão ou artesanato. A região transborda cultura e tradição, que se transformam em arte sacra, peças decorativas e obras de arte.

A região Central, que abriga os municípios de Ouro Preto, Mariana, Congonhas e outros, tem na pedra-sabão a principal matéria-prima para o artesanato. Objetos artísticos e utilitários feitos do material são exportados para a Europa e os Estados Unidos.

No Vale do Jequitinhonha, o barro transforma-se em lindas bonecas. A cerâmica tradicional é produzida principalmente por mulheres, que, entre um roçado e outro, cuidavam da família e faziam artesanato. Hoje, as bonecas são conhecidas no mundo inteiro.

No Norte de Minas, Teófilo Otoni, também conhecida como a cidade das pedras, tem nas pedras preciosas e semipreciosas sua maior fonte para o artesanato. As jóias e bijuterias feitas pelos artesãos locais são exportadas para o mundo todo.

Para Silvana Nascimento, subsecretária de Turismo do estado, “o artesanato mineiro reflete a nossa realidade e a sua diversidade mostra quão grandiosa é cultura do nosso estado. A Copa do Mundo dará visibilidade ao setor e o turista certamente vai se encantar e levar uma pedacinho de Minas consigo”, diz.


Mãos de Minas - em 1983, para apoiar o artesão principalmente no comércio de seus produtos, foi criada a Central Mãos de Minas. Sua fundadora, Tânia Machado, tem como objetivo regulamentar o artesão como profissão. “É importante que o artesão tenha domínio de todo o processo produtivo. Ele tem que ganhar dinheiro, sustentar a sua família e mandar os seus filhos para a universidade. O Mãos de Minas certifica a produção artesanal, fazendo com que o artesão possa olhar o mercado como um participante da economia”, diz. Hoje, a ONG conta com mais de 7.000 filiados de todo o estado e está envolvida em projetos de alcance nacional e internacional.

Onde comprar:
 Feira Hippie de Belo Horizonte (somente aos domingos) - av. Afonso Pena, Centro – BH/ MG·        
 Centro Municipal de Referência do Artesanato (CMRA) – av. Amazonas, 2474 – BH/MG – (31) 3277-8799 / 8798·         
Centro de Artesanato Mineiro (Ceart) – av. Afonso Pena, 1537 - BH/MG – (31) 3272-9513 / 9516·         
Trens de Minas – av. Cristóvão Colombo, 287/ 2º Andar, Loja 46 e 47 - BH/MG – (31) 9147-1663 / (31) 3234-0233 ·        
Mercado Central – av. Augusto de Lima, 744 – BH/MG – (31) 3274-9434·            
Armazém da Roça – pça. Rio Branco, 100 - Centro Rodoviária - 2º piso – BH/MG – (31) 3277-6254·         
Artesanato e Floricultura Harmonia – av. Cristiano Machado, 1896 / sala 14 – BH/MG – (31) 3482-1430·         
As Minas do Brasil - rua Alagoas, 1314  - Shopping 5ª Avenida - Loja 26C – BH/MG – (31) 3281-0247·        
Atelier Alessandra Augusta - rua Pernambuco, 1000 - Loja 03 – BH/MG – (31) 9955-2575·         
Balaio de Minas - rua Tomé de Souza, 503 - Loja 12 – BH/MG – (31) 3223-0481·         
Belo Artesanato - rua Rio de Janeiro, 614 – BH/MG – (31) 3201-2662·         Arte e Tal – rua Resende Costya, 8 – Tiradentes/MG – (32) 3355-1451·         
Cantildes S. Moreira – rua Acadêmico Nilo Figueiredo, 3390/loja 2 – Lagoa Santa/MG - (31) 3344-1659·         
Cramam – Centro Regional de Artesanato Maria dos Anjos Macedo – rua Dálias, 483 – Sete Lagoas/MG -  (31) 3776-4499

SERVIÇO:
Centro de Arte Popular – Cemig - Rua Gonçalves Dias, 1608 - Funcionários – BH/MG.
Mãos de Minas - www.maosdeminas.org.br