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Artistas de Belo Horizonte lançam produtos pensados para a Copa

Artistas de Belo Horizonte lançam produtos pensados para a Copa

Artesãos mineiros se inspiram no momento esportivo e divulgam trabalho.
Pontos turísticos e futebol são retratados em artesanato e peças gráficas.

Flávia Cristini Do G1 MG

 

 

                        Miniatura do estádio Mineirão tem 9 cm x 7 cm e foi criada pelo artesão Elvis Gomes, de BH
(Foto: Elvis Gomes/ Arquivo pessoal)

Pontos turísticos de Belo Horizonte, uma das cidades-sede da Copa do Mundo, e o gingado brasileiro são retratados em produtos pensados para o mundial. Com criatividade e talento, artesãos aproveitaram a temática e criaram peças que lembram a cidade e foram inspiradas nela. Nas mãos de Elvis Gomes, 48 anos, o estádio Mineirão ganhou releitura. Com simetria, o artista ergueu as paredes arredondadas de uma pequena réplica criada para o momento esportivo.

Um dos principais cartões-postais da capital mineira, a Igrejinha da Pampulha também está retratada na obra do artesão. O vidro transparente ganha cor, é cuidadosamente repicado para dar forma às miniaturas da obra de Oscar Niemeyer.

 

Miniatura da Igrejinha da Pampulha em mosaico é marca
do artesão Elvis Gomes. (Foto: Flávia Cristini/ G1)

“Adoro criar, gosto de frisar Belo Horizonte e Minas Gerais”, destaca Gomes sobre as peças. Parte vai ser exposta em uma feira durante o período dos jogos, outra está em plena confecção para atender a uma grande encomenda gerada por causa dos jogos. Pela beleza e originalidade, são artigos que vão ficar na memória de quem se deparar com as peças à venda em pontos de frequentação turística.

Mais do que um aumento na renda, o artesão espera que a Copa seja um bom momento para dar visibilidade ao trabalho. Considerando que o reconhecimento é importante no ofício, ele diz que se orgulha de ter enviado um presente a Niemeyer e ter uma peça exposta em Nova Iorque.

O futebol também serviu de inspiração para o artesão Marcos Andrade, 40 anos, que usa o arame de alumínio como matéria-prima. Por causa do mundial, ele aumentou a produção em 20%. Os fios moldáveis e entrelaçados dão forma ao corpo de bailarinas, sambistas, capoeiristas e jogadores de futebol. O verde e o amarelo se fazem presentes em certos momentos e reforçam a brasilidade já comum às peças.

 

Marcos Andrade faz esculturas de arame inspiradas na ginga do brasileiro (Foto: Flávia Cristini/ G1)

“O movimento é o que me fascina, a questão de eternizar o gesto, e o futebol tem muito isso, o drible, o gol, a ginga”, disse. Os jogadores já foram vendidos na Copa das Confederações, no ano passado, e fizeram sucesso. Agora, o momento é de expectativa para os meses de junho e julho. “Agreguei as cores de times, por causa da oportunidade. Além disso, tem o lado da divulgação para fora. Quem compra fica encantado com o movimento do futebol, que é plástico”, disse.

As esculturas são leves e medem 28 centímetros de altura. A contemplação pela expressão corporal veio da dança, área em que tem formação. Há oito anos, Andrade também concilia o artesanato com o trabalho como educador físico.

 

Empresário Patrícia busca itens que valorizam cultural
local e sejam lembranças do país (Foto: Flávia Cristini/ G1)

O trabalho de outros 32 artistas de Belo Horizonte estão nas prateleiras de uma charmosa papelaria na Savassi. Patrícia de Deus é a dona e, há quatro anos, abriu o negócio justamente pensando na valorização da cultura mineira. Lá podem ser encontrados postais moldurados ou não, porta-copos, cartões, cadernos, marcadores de livros, uma diversidade de produtos com algum traço de BH, Minas ou do Brasil. “Estamos num processo de resgate da nossa cultura, e eu busco um Brasil sem ser óbvio”, garante.

A empresária é uma espécie de curadora de artigos de papelaria e decoração, comumente procurados para dar de lembranças a quem mora fora do país. Pensando na Copa, ela aumentou os pedidos por itens que retratam a cultura local, um conceito já presente desde a inauguração. “Já era uma vertente da loja, independentemente da Copa, ter peças que levem BH para fora. Sempre penso em prestigiar os artistas daqui, oferecendo produtos que tragam poesia, encanto, que valorizem a cultura mineira”, disse.