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Erli Fantini completa 70 anos e segue mais ativa que nunca

Erli Fantini completa 70 anos e segue mais ativa que nunca

 

Patrícia Cassese – HOJE EM DIA-   Montagem com fotos de Miguel Gontijo/Divulgação e Cristiano Couto/Arquivo Hoje em Dia

 

Revelar a idade não é problema algum para a ceramista Erli Fantini. Na verdade, ela até aumenta a conta. “Vou fazer 70 anos em dezembro, portanto tenho 69... Mas já vou contando para todo mundo que tenho 70, até porque é isso mesmo. Não bastasse, estou na maior alegria”. O que desencadeia o sorriso no rosto de Erli é a mostra “Chão”, que ela abre (nesta quarta (25) para convidados, nesta quinta-feira (26) para o público em geral) na Galeria de Arte GTO, do Sesc Palladium. Em foco, sua produção mais recente. Mas não só. Para sua própria surpresa, ela descobriu, ao fazer o rol de obras que seriam expostas nesta nova empreitada, uma montagem de 2008. “Na verdade, comecei a executá-la há pouco mais de cinco anos, fui fazendo aos poucos”. O curioso é que só este trabalho abarca aproximadamente 200 componentes, “peças pequenininhas”, como ela própria define. “É engraçado porque o senso comum diz que, com o passar dos anos, a criatividade vai ‘encolhendo’. Não acho que seja verdade, quanto mais faço, mais tenho vontade de fazer. Mesmo porque, tenho um ateliê bacana, aqui, em Belo Horizonte (no bairro Santa Tereza), e outro ‘fora’ (em Brumadinho), que tem um forno de lenha, o que, aliás, gera uma queima muito inusitada. É uma satisfação grande, faço a peça e sempre é uma surpresa quando a gente abre o forno. Isso tudo são estímulos, incentivos”, aponta. No caso do ateliê de Brumadinho, ela salienta o fato de o lugar propiciar um contato com a natureza, o que acaba se reverberando em sua criatividade. Formada pela Escola de Belas Artes da UFMG, Erli Fantini diz que começou a exercer seu ofício de pronto, “mas de forma mais acanhada”. “Aulas, dou desde essa época. E sigo fazendo cursos”. Feira foi criada para valorizar o ofício Um dos grandes orgulhos de Erli Fantini é o fato de ter ajudado a criar a já tradicional “Feira de Cerâmica”, que entrou para o calendário artístico da capital mineira há nada menos que 16 anos. “Àquela época, era difícil colocar a cerâmica em galerias de arte, ou mesmo em encarar esse ofício como arte. Com o advento da feira, virou uma ‘coisa’ mais democrática. Modestamente, acho que contribuiu muito para os profissionais, aumentou o número de pessoas interessadas. E com as aulas, os alunos passam a admirar o trabalho do ceramista, ao ver as dificuldades (intrínsecas ao processo), e, por conta disso, a valorizar mais o trabalho”, diz ela, que, no período final da exposição que abre nesta quarta-feira (25)no Sesc Palladium, estará à frente de um curso, direcionado a estudantes, crianças e pessoas interessadas. E, como já dito, ela também segue se matriculando em cursos. “Agora mesmo, tive notícias de uma pessoa que vai vir ministrar a técnica de argila com Papel, e já me interessei. Quando não tenho domínio (de determinada técnica), procuro aprender”. “Chão” – Mostra de Erli Fantini na Galeria de Arte GTO, do Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro,