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Encontro em Belo Horizonte gera US$ 450 mil em expectativas de negócios de artesanato

Matéria publicada no Portal Portugal Digital - 05/10/14 - http://goo.gl/ztnumx

 

Belo Horizonte - As exportações do artesanato brasileiro vêm crescendo a cada ano. Em 2012, as vendas para fora do país somaram US$11 milhões, e no ano passado esse valor ultrapassou US$ 13 milhões, segundo a Apex-Brasil. Para ampliar a divulgação dos produtos brasileiros no exterior, a Apex-Brasil, o Sebrae e o Centro Cape trouxeram sete compradores da França, Suíça e Estados Unidos para conhecer a produção artesanal  de Minas Gerais e negociar com 48 artesões da região Central do estado, em um encontro em Belo Horizonte.

A iniciativa integra as ações do projeto "Brasil Handcraft Discover", que estimula a presença do artesanato brasileiro em mercados importantes da Europa e Estados Unidos. "Nos últimos dois anos, o projeto resultou na exportação de aproximadamente US$ 1,5 milhão do artesanato brasileiro. A previsão é que este encontro realizado em Minas Gerais gere cerca de US$ 450 mil em expectativas de negócios futuros", afirma a gestora de projetos da Apex-Brasil, Márcia Gomide.

"Já vendi para seis países: Espanha, Portugal, França, Alemanha, Estados Unidos e Inglaterra. O mercado externo é promissor, mas ainda sentimos muita dificuldade quando temos que exportar uma quantidade maior, o custo chega a ser 80% do preço do produto", revela o artesão Odair Ribeiro.

No dia 29 de setembro, 29 artesãos apresentaram seus produtos diretamente para compradores internacionais, em um encontro realizado em Belo Horizonte. Entre os produtos que despertaram interesse dos estrangeiros estão peças feitas em cerâmica em formato de cubas, potes e saladeiras. 

"O que mais chamou a atenção dos compradores foram as peças decorativas e utilitárias. Produtos exclusivos que mesclam  o rústico e o moderno, o colorido e o opaco, o liso e a textura, o brilhante e o fosco",  explica a artesã Danielle Drummond.

A artesã trabalha há oito anos com a cerâmica e agora quer expandir o mercado. "Já vendi peças para os Estados Unidos, mas quero ir além. Esse encontro com os compradores internacionais é um termômetro para saber se estou no caminho certo", afirma Danielle.

Segundo Tânia Machado, presidente do Instituo Centro de Capacitação e Apoio ao Empreendedor (Centro Cape), no ano passado, as exportações do artesanato mineiro chegaram a US$ 4,8 milhões, sendo os Estados Unidos principal mercado. "Quando o artesão vai vender para fora do país, ele melhora consideravelmente seu desempenho no mercado interno, já que acaba se preocupando mais com a embalagem, com o acabamento e ainda com pesquisas de mercado", diz Tânia.

Para a analista da Unidade de Comércio, Serviços e Artesanato do Sebrae Minas, Sabrina Campos, o mercador externo é um importante canal de venda para os artesãos que já são consolidados no mercado interno e querem diversificar sua carteira de clientes. "Mas antes de partir para a exportação, o artesão deve definir um preço de venda, ter uma ficha técnica do produto e avaliar a melhor logística para envio da encomenda. Tem que haver planejamento de custos e persistência para conquistar esse mercado", complementa.