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Artesão que produziu peças para Chacrinha se destaca em Teresina

Uma das lendas mais conhecidas de Teresina é contada pelas mãos de um artista há 40 anos. A misteriosa história do 'Cabeça de Cuia', um jovem amaldiçoado após agredir a mãe e viver vagando às margens do Rio Parnaíba em busca das sete virgens, é a grande inspiração do escultor José Luiz de Sousa, de 57 anos.

Considerado o primeiro teresinense a esculpir imagens da lenda piauiense, Mestre Luiz, como é mais conhecido, revela que a motivação veio através das histórias de cordel que o tio, marceneiro, contava quando ele ainda era criança. Na década de 1980, o artista já conhecido pelo público recebeu uma grande encomenda de troféus no formato do Cabeça de Cuia para o programa do Chacrinha. 

"Um dia eu peguei meu tio lendo o conto do Cabeça de Cuia e achei interessante, eu deveria ter uns 7 para 9 anos e tudo que via ficava imaginando um moço da cabeça grande e do corpo pequeno. No interior tem um mato chamado Cordão de São Francisco, que é composto de um talo fino e uma ponta grossa, e eu pegava vários e espalhava na estrada dizendo que era o mostro da história”, recorda.

Aos 14 anos, José Luiz começava as primeiras esculturas do Cabeça de Cuida em madeira, ainda de forma tímida e escondido do pai que o queria ajudando na roça. “Nós morávamos em São Felix, Zona Rural de Teresina. Às vezes ele me gritava, perguntando o que eu estava fazendo, mandando ir trabalhar com ele, mas ao pegar o facão ficava horas tentando montar alguma coisa”, comenta o mestre

O escultor lembra que as primeiras obras fez como diversão e certo dia um viajante ficou admirado com suas esculturas ao ver crianças da região jogando pedra num Cabeça de Cuia. “Eu me lembro bem deste dia, ele desceu e perguntou porque a gente estava fazendo aquilo com aquela obra de arte. Depois quis saber quem tinha feito e ao falar comigo disse pra continuar com o meu artesanato, que um dia eu seria famoso. Desde aquele tempo até hoje nunca mais parei de esculpir”, conta.

Apesar do dom, Mestre Luiz destaca que começou profissionalmente somente em 1974, quando passou a vender as suas esculturas na porta de casa no bairro Mafrense, Zona Norte da capital. Na década de 1980, o artista já conhecido pelo público recebeu uma grande encomenda de troféus no formato do Cabeça de Cuia para o programa do Chacrinha.

 

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