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Artesãs são incentivadas a abrir negócio próprio, no interior da Bahia

 

Fonte: iBahia\Sustentabilidade

As mãos ágeis e precisas das mulheres artesãs da comunidade de Jurema em Ipirá, distante 202 quilômetros da cidade de Salvador, aos poucos dão formas às palhas de licuri e pindoba. Como forma de incentivo, instituições do estado promovem cursos, palestras e oficinas com a ideia das instituições aprimorarem a técnica e dar sustentabilidade às atividades rurais de economia criativa.

Não demora muito e as fibras se transformam em bolsas, esteiras, fruteiras, bandejas além de peças decorativas. A casca do coco do licuri, cortada e polida, também é utilizada na fabricação de brinco, pingentes e colares. Não demora muito e as fibras se transformam em bolsas, esteiras, fruteiras, bandejas além de peças decorativas. A casca do coco do licuri, cortada e polida, também é utilizada na fabricação de brinco, pingentes e colares. "A maioria das pessoas que fazem uso da prática em Ipirá obtêm sua renda somente do artesanato", afirma o engenheiro agrônomo e chefe do escritório local da Ebda em Ipirá, Júlio César. 

O artesanato típico do Semiárido baiano, que é passado de geração em geração, é aprimorado com os cursos desenvolvidos pelo Instituto Mauá. Durante as oficinas, as mulheres aprendem a criar novos objetos e recebem apoio técnico para a abertura do próprio negócio.

De acordo com o agrônomo, as mulheres são selecionadas aleatoriamente para os cursos. "Realizamos visitas periódicas às comunidades identificando as potencialidades.", explica. Ele conta ainda que a ideia é desenvolver mais o trabalho para que as artesãs tenham seu próprio negócio com capacidade para produção e comercialização no mesmo local.

O projeto tem se expandido pelo interior da Bahia. Nesta quinta-feira, 22 de agosto, por exemplo, as pindobeiras de Jurema visitarão o grupo de mulheres artesãs em Riachão do Jacuípe, na comunidade de São Lourenço. "É uma espécie de intercâmbio na promoção da cultura dos dois grupos. As artesãs de Jurema conhecerão os trabalhos das artesãs de São Lourenço, ambas trocaram experiências e técnicas", comenta o agrônomo.