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Renda renascença de artesã da PB é exposta na sede da ONU, em NY

Fonte: G1

A renda renascença produzida por uma artesã paraibana será uma das atrações da exposição “Mulher Artesã Brasileira”, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Maria das Dores Ramos Silva, também conhecida como Dorinha, foi uma das 15 brasileiras selecionadas para expor sua produção.

A mostra irá acontecer durante a realização da Assembleia Geral da organização, de 9 a 20 de setembro, que reúne chefes de Estado. Por isso, Dorinha tem a expectativa de levar o artesanato paraibano para o resto do mundo. “Sinto a responsabilidade de representar bem o nosso estado e obter novos contatos para comercialização e exportação. Com teremos representantes de vários países, espero conseguir fazer vendas”, comentou a artesã.

Dorinha faz parte da Associação de Desenvolvimento Comunitário das Artesãs de Ateliê Renascença de São Sebastião do Umbuzeiro, no Cariri paraibano, a 110 km de João Pessoa. Ela trabalha com renda renascença há 40 anos e criou a associação há cerca de oito anos, mas somente há dois formalizou o negócio e tem CNPJ. “A associação reúne quase 50 mulheres do Cariri, que vivem do seu artesanato e melhoraram a renda familiar”, disse Maria das Dores, que aos sete anos já produzia peças em renda para vender e ajudar no orçamento da sua família.

Preços das peças de renda renascença variam de R$ 10 a R$ 10 mil (Foto: Alberi Pontes/Secom-PB)Preços das peças de renda renascença variam de
R$ 10 a R$ 10 mil (Foto: Jayme de Carvalho/Arbexa)

Segundo a artesã, a renda renascença é um trabalho minucioso e demorado. Um vestido de noiva, por exemplo, demora cerca de oito meses para ser confeccionado por apenas uma artesã da associação. Para o tempo de produção ser diminuído, várias mulheres trabalham em uma mesma peça.

“Como trabalhamos em associação, dividimos o trabalho. Uma peça pode ser feita por várias rendeiras. Isso contribui para terminarmos mais rápido e recebermos logo o dinheiro”, contou.

Dorinha viaja neste sábado (7) e vai levar cerca de 50 peças para serem expostas em Nova Iorque, com a pretensão não apenas de divulgá-las, mas também de vendê-las. Os preços variam R$ 10, por um porta-terço, a R$ 10 mil, por uma toalha grande. Todas as artesãs terão o auxílio de um tradutor.

Além de Dorinha, mais 14 artesãs de 12 estados brasileiros irão mostrar bordados, bonecas, panelas de barro, peças indígenas, dentre outros. “Conheceremos novas oportunidades de negócios com essa viagem. Será uma grande experiência, que pode ampliar nosso mercado”, disse Dorinha.

A Associação de Ateliê Renascença recebe encomendas de clientes, principalmente, de João Pessoa e Campina Grande, mas vende também para Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. De acordo com Dorinha, a associação produz normalmente cerca de 30 peças por mês. Se houver feiras e eventos, chega a vender R$ 15 mil mensalmente. “Mas quando não há esses eventos, nossa renda não chega nem perto desse valor”, afirmou.

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