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Artesã de Divinópolis cria guirlandas a partir de materiais diferenciados

Fonte: G1.com - http://goo.gl/8UV9zx

As guirlandas são tradicionais no Natal e dão um toque na decoração dos lares. Para a produção do enfeite são usados frutos, flores, tecidos, bolas entrelaçadas por palha, entre outros materiais, mas em Divinópolis a artesã Tereza Cristina Leite Fortes inovou e criou novos modelos. Ela, que se formou em Direito, usa rolhas, tricô e nozes, materiais não muito comuns de se ver em guirlandas.

Tereza disse que percebeu a vontade em se tornar artesã ao observar a mãe e uma amiga. “A inspiração do artesanato veio delas. Minha mãe fazia alguns materiais e me mandava para vender. Com o tempo fui aprendendo e aperfeiçoando as peças. Nunca fiz um curso. Sou muito criativa e a inspiração sempre bate”, revelou a artesã.

No ateliê, Tereza produz diferentes tipos de guirlandas natalinas. Ela também produz enfeites de centro de mesa para a ceia e decora vitrines de lojas que querem entrar no espirito da data. Entre os enfeites, um dos que mais chama atenção é a guirlanda com rolhas de champanhe. “Gosto de criar com diferentes materiais, como tricô, sinos, coração, flores, mas as mais peculiares são as de castanhas e de rolhas. É aí que a criatividade rola solta”, contou.

O tempo de produção depende do modelo e do tamanho dos enfeites. Segundo a artesão, a guirlanda de rolha de champanhe leva em média dois dias. As de nozes e tricô podem levar até três semanas. 

O preço também varia de acordo com o material utilizado. Tereza comentou que vai desde R$ 50 até R$ 200, mas a artesão garantiu que o investimento compensa. “A guirlanda é inteiramente feita para o cliente. Não é aquele objeto industrial e sim algo exclusivo”, explicou .

Segundo ela, a cumplicidade entre o cliente e a artesã é o que faz com que o produto final fique do gosto do comprador. “Conhecer o cliente, conversar com ele e estabelecer uma relação é indispensável na confecção das guirlandas”, disse.

E esse momento da criação é íntimo para a artesã, que coloca em prática nas peças tudo que vê e vivencia. “A criação é algo que me toca. O que eu sinto, vejo, e que estão ao meu redor influenciam nas características do meu trabalho. E essa particularidade de cada peça ter as suas característica é o que torna o artesanato ainda mais rico e único, além de deixar a decoração de Natal ainda mais bela”, descreveu.